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O DESFECHO DE UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA



Salve, nação tricolor.

E aconteceu. Para surpresa de absolutamente ninguém, na noite de quarta-feira, após o Tricolor ser eliminado de forma humilhante na Copa do Brasil, Roger Machado foi demitido do cargo de treinador do São Paulo.

Roger foi anunciado pelo clube no dia 10 de março para ocupar a vaga de Hernán Crespo e, após 17 jogos disputados (com 7 vitórias, 4 empates e 6 derrotas, 20 gols marcados e 17 sofridos, além de um aproveitamento de 49%) acabou demitido na noite de quarta-feira, encerrando sua passagem com a eliminação para o Juventude, equipe que atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro.

Roger recebeu o São Paulo na liderança do Brasileirão e com o departamento médico vazio. Dois meses depois, devolve o time na quarta posição do campeonato. E se antes estávamos na liderança, hoje a preocupação é outra: o time está apenas sete pontos acima da zona de rebaixamento, jogando mal, eliminado da Copa do Brasil, e as lesões voltaram a assombrar o torcedor.

Outro problema da aventura Roger Machado foi a queda de rendimento de alguns jogadores, como Calleri, Marcos Antônio e Lucas Ramon. Mesmo antes das lesões dos dois últimos, a mudança na forma de jogar sempre beneficia alguns atletas e prejudica outros. E, pelo que vimos até aqui, o São Paulo perdeu mais do que ganhou com a filosofia de Roger.

Mas não sejamos desonestos: o São Paulo de Crespo também sofreria queda de rendimento e enfrentaria problemas físicos ao longo da temporada. A diferença é que a queda com Roger foi muito rápida, e o time passou a jogar muito mal. E existe outro ponto importante: Crespo era honesto. Mesmo com o time na liderança do Brasileirão, fazia questão de repetir que a primeira meta da temporada era a permanência na Série A, a busca pelos 45 pontos. Embora essa seja a nossa realidade, esse discurso incomodava as pessoas vaidosas que comandam o clube.

Além de tudo isso, essa aventura promovida por Rafinha e Rui Costa custou caro ao São Paulo. Multa rescisória de Crespo, multa rescisória de Roger Machado, perda da premiação da Copa do Brasil e da renda de, pelo menos, um jogo da próxima fase, além do prejuízo no Morumbi. O torcedor, sem se identificar com Roger Machado, passou a frequentar o estádio em número muito menor. Não acho exagero dizer que o clube perdeu entre 10 e 15 milhões de reais com essa brincadeira; e para um clube com a dívida do São Paulo, isso é muito dinheiro.

Demorei para escrever este texto porque tinha esperança de que o São Paulo anunciasse também a demissão de Rafinha e Rui Costa, demonstrando um mínimo de respeito pelo torcedor e pela instituição. Mas isso não aconteceu. Os dois seguem no comando do futebol do clube, mesmo depois de protagonizarem mais uma aventura desastrosa.

E a esperança de recuperação fica ainda mais distante quando surgem notícias de que o clube negocia com Dorival Júnior, um treinador caro e que representa mais uma solução antiga para problemas que parecem cada vez mais modernos.

SALVEM O TRICOLOR PAULISTA.

Fiquem bem,

Guine


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