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A Sul-Americana não é um problema


Salve, nação tricolor.

Após a eliminação no Campeonato Paulista, a disputa da Copa Sul-Americana 2026 virou tema de debate. Afinal, o São Paulo deve entrar na competição com força máxima ou o foco deve ser no Brasileirão e na Copa do Brasil?

Parte da torcida defende foco total no Brasileirão e na Copa do Brasil. Outra parte entende que o caminho ideal é buscar rapidamente os 45 pontos no Campeonato Brasileiro e direcionar forças às Copas, onde o time tem chances reais de título.

Muito provavelmente, o São Paulo terá como estratégia o foco total no torneio nacional, em busca do bicampeonato.

Na minha opinião, o São Paulo precisa concentrar todas as forças no Campeonato Brasileiro. Essa é a principal competição da temporada, e devemos encará-la assim. É nela que devemos utilizar o time titular com mais frequência.

Mas isso não significa abrir mão das Copas, muito pelo contrário. Copa do Brasil e Copa Sul-Americana são oportunidades reais de título, e o clube precisa voltar a conquistar troféus. A questão não é escolher uma competição e abandonar outra. É ter estratégia para disputar todas.

Nas fases iniciais das Copas, especialmente em jogos menos difíceis que certamente existirão, vejo uma oportunidade para rodar o elenco e dar espaço aos garotos da base.

Um time-base alternativo, como foi no passado o “expressinho”, poderia ser algo nessa linha:

Coronel;
Cédric, Ferraresi, Tolói, Dória e Wendell;
Pablo Maia, Djhordney e Pedro Ferreira;
Ferreirinha e André Silva.

É importante lembrar que hoje temos cinco substituições por partida. Não há problema algum em deixar alguns titulares no banco de reservas e utilizá-los no segundo tempo, caso o jogo exija mais força para buscar o resultado.

Contra adversários mais qualificados, a solução pode ser uma mescla entre titulares e reservas. A partir do mata-mata, naturalmente, a tendência é aumentar o nível de competitividade e, aí sim, utilizar força total. Tanto a Copa do Brasil quanto a Copa Sul-Americana valem título, e o São Paulo precisa competir por títulos.

Vale lembrar que, em 2022, sob o comando de Rogério Ceni, o São Paulo chegou à final da Copa Sul-Americana e à semifinal da Copa do Brasil. No Campeonato Brasileiro, terminou na nona colocação, a apenas um ponto da pré-Libertadores.

Aquele elenco era, tecnicamente, inferior ao atual. Portanto, com organização, comando e estratégia, é possível, sim, utilizar um grupo principal, algo em torno de 15 ou 16 jogadores, no Brasileirão e nos jogos decisivos das Copas, rodando o elenco em partidas específicas, especialmente nas primeiras fases.

Também é importante lembrar que os adversários enfrentarão o mesmo calendário. Todos disputarão Brasileirão, Copa do Brasil e competições continentais. A diferença pode estar justamente na forma de administrar o elenco.

A Sul-Americana não é o problema. O problema é não ter um plano.

No futebol atual, quem não tem o melhor elenco precisa ter a melhor estratégia.

E essa estratégia passa por comando, que o técnico saiba a hora de usar os reservas, que os titulares entendam que fazem parte de um grupo e que os reservas encarem essas oportunidades para terem mais espaço no time titular. 

Fiquem bem,

Guine.

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