Salve, Nação Tricolor!
No último domingo, o São Paulo foi eliminado do Campeonato Paulista ao perder por 2×1 para a SEP, fora de casa. E, como era esperado, Hernán Crespo foi muito criticado pela mudança na equipe titular: a saída de Danielzinho para a entrada de Luan.
A decisão é difícil de justificar.
A menos que Crespo acredite em talismã e tenha apostado no volante pelo gol da final de 2021, soa incoerente, em uma semifinal, retirar um dos pilares do meio-campo para escalar um jogador que tinha apenas 22 minutos jogados na temporada.
Mas, para mim, o problema maior não foi a entrada de
Luan.
Foi o motivo de ela ter acontecido.
Não foi a presença de Luan que eliminou o São Paulo. Se entrasse Pablo Maia, Negrucci ou qualquer outro volante, o meio-campo seria desmontado da mesma forma. O ponto central é a saída de Danielzinho, e ela aconteceu para manter o trio ofensivo: Lucas, Luciano e Calleri.
E é aí que mora o erro.
Para usar Lucas, Luciano e Calleri juntos contra adversários fortes, o São Paulo precisa de um primeiro volante extremamente sólido, uma defesa segura e, ainda assim, aceitar que vai sofrer defensivamente, afinal nenhum deles ajudam na marcação. E, se vamos sofrer, o trio precisa compensar na frente.
Precisa decidir.
Precisa ser diferencial.
Mas não tem sido.
Insistir nos três juntos faria sentido se estivéssemos falando de três extraclasse capazes de desequilibrar qualquer jogo grande. Jogadores que compensassem eventuais falhas defensivas com gols e protagonismo.
Não é o que acontece.
Nos jogos decisivos desde 2024, o trio tem se mostrado comum. Em clássicos e mata-matas, desaparece. O time fica sem liderança técnica dentro de campo.
E é por isso que a escolha de Crespo me preocupa mais pelo conceito do que pela peça.
O São Paulo perdeu o jogo, mas Crespo ganhou algo: uma
mini pré-temporada e a chance de corrigir um erro estrutural que vem desde
Carpini e Zubeldía: montar um time inteiro para que os “medalhinhas” joguem
juntos.
A insistência nesse modelo já custou caro. Embora sejam líderes e tenham salários altos, estamos falando de jogadores nota 6 ou no máximo 7. Quando fazem uma partida perfeita, são bons. Nunca ótimos.
Minha esperança é que Crespo entenda, e faça o elenco entender, que os três juntos precisam ser exceção, não regra.
Calleri é o centroavante.
Lucas e Luciano deveriam disputar posição.
Os três juntos deveriam ser solução circunstancial, não
base estrutural.
Se as renovações até 2028 se confirmarem, o São Paulo não pode passar mais três anos refém de um sistema de jogo que funciona contra São Bernardo e Ponte Preta, mas falha justamente nos jogos grandes, aqueles que realmente importam para um clube do tamanho do São Paulo.
Desde a derrota para o Palmeiras, no dia 24 de janeiro, e a eliminação na semifinal do Paulista, o São Paulo engatou uma boa sequência: sete vitórias e um empate.
No dia 15 de fevereiro, fiz uma postagem no X quando o
time ainda tinha cinco vitórias e um empate. Na ocasião, ponderei que, em
quatro dessas cinco vitórias, o adversário teve um jogador expulso. No caso da
vitória contra o Flamengo, a expulsão ocorreu após o jogo, mas minha ponderação
era sobre a condição física do adversário, que estava muito abaixo.
Meu objetivo não era diminuir as vitórias, mas provocar o
debate: o time realmente estava arrumado ou vivia um contexto favorável?
Afinal, essa sequência resultou na renovação de contratos de Luciano e Sabino, além do início das negociações para renovar com Lucas e Calleri.
Após a derrota para o Palmeiras, da forma como aconteceu, o tema volta à tona: a boa sequência foi fruto de evolução real ou de circunstâncias favoráveis?
A resposta para essa pergunta, e o que Crespo, Rafinha e
Massis farão a partir dela, vai determinar não apenas o sucesso da temporada,
mas também o que será do São Paulo em 2027 e 2028.
Porque, com as renovações encaminhadas, o espaço para reformulação será mínimo.
Fiquem bem,
Guine.
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