Salve, nação tricolor.
Hoje quero falar sobre a chegada de Roger Machado.
Não me lembro de ter visto entre os torcedores do São Paulo um nível de rejeição tão grande em relação a um treinador. E olha que, em quase 40 anos acompanhando o tricolor, já vi técnicos muito piores comandando o São Paulo.
A chegada
Roger chega ao tricolor, mantém o time de Crespo e, de forma inteligente, não mexe na estrutura, até quando perde Lucas Moura ele escala Cauly, mesma alteração de Crespo, e como resultado consegue duas vitórias. Uma delas fora de casa, contra o Bragantino, historicamente um adversário complicado para o tricolor.
Na sequência, perde dois jogos: um fora de casa para o Atlético Mineiro em outro no Morumbi contra o Palmeiras. Dois resultados que, dentro do contexto atual do clube, podem ser considerados normais.
As críticas
Além do fato de perder a invencibilidade e a liderança com as duas derrotas, parte da torcida também criticou as falas do treinador após a derrota para o Palmeiras, até a escolha de palavras virou motivo de críticas.
E aqui está o ponto: Roger é criticado por manter o time de Crespo, por fazer a mesma substituição após a saída de Lucas, e por perder jogos que eram, em certa medida, esperados. Ou seja: não é uma rejeição ao trabalho ou a ele, é outra coisa.
Então qual o motivo da rejeição?
Simples. Roger Machado é vítima da arrogância..., mas não por sua própria arrogância. Ele paga pela da arrogância da gestão Massis comandada por Rafinha e Rui Costa que, diferente de Crespo, acredita que o elenco atual briga por títulos.
A verdadeira preocupação:
Um eventual título conquistado por Crespo não teria a “digital” da gestão. Não seria mérito de quem hoje comanda o futebol do clube, mas de um treinador que pegou um time desacreditado e fez o melhor início de Campeonato Brasileiro da história do São Paulo.
O timing da demissão corrobora com essa tese, afinal se Crespo ultrapassasse o Palmeiras, e havia grande chance de isso acontecer, ficaria muito mais difícil justificar a saída de um líder do campeonato. E as justificativas apresentadas, amplificadas por setoristas, beiram o ridículo.
E não para por aí,
O nível de desorganização da gestão no futebol teve mais um capítulo ontem: a saída de Allan Barcellos, que pode trocar o São Paulo pelo Palmeiras, mais um sinal do nível de incompetência da dupla que comanda o futebol, que prometeu a Barcellos uma promoção para a comissão técnica fixa do clube, mas não combinou com Crespo e o pior, não avisou ao Roger que trouxe uma comissão técnica grande.
Conclusão
Roger Machado acabou se tornando o catalisador de toda a indignação da torcida. Uma torcida que, após o impeachment de Júlio Casares, chegou a acreditar em novos tempos, mas está vendo que a nova gestão é apenas mais do mesmo.
Roger ainda não teve tempo para mostrar seu trabalho. E, sinceramente, não sei se terá. Mas uma coisa precisa ficar clara: O técnico é a única pessoa que não tem culpa nesse processo. Ele foi colocado ali por uma gestão que, por arrogância, decidiu ignorar o diagnóstico de Crespo sobre as possibilidades do clube na temporada.
E, ao que tudo indica, o treinador anterior estava certo. O São Paulo ainda não está pronto para ser protagonista, no campo e muito menos fora dele.
Fiquem bem,
Guine.
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