Salve, nação tricolor.
Aproveitando esse momento desagradável de Data FIFA, quero
fazer uma análise do momento do São Paulo Futebol Clube na temporada.
O ano começou com o time no centro de um furacão: crise política, salários atrasados e baixo desempenho dentro de campo. O então técnico Hernán Crespo tentava blindar o elenco e, em muitas entrevistas, falava mais sobre o momento político do que sobre o próprio time.
Com o impeachment de Júlio Casares, a nova diretoria fez um
acordo com os jogadores: parcelou os salários atrasados e prometeu regularizar
os pagamentos. A paz, ao menos momentaneamente, foi restabelecida.
Da crise à liderança
O torcedor, que temia ver o time lutar contra o rebaixamento no Paulista, passou a enxergar uma melhora significativa. O São Paulo chegou à semifinal do estadual, com mais uma eliminação contestável, mas o grande destaque foi o início no Campeonato Brasileiro.
O time que parecia candidato à parte de baixo da tabela teve
o melhor início de Brasileirão de sua história: cinco vitórias e um empate,
somando 15 pontos e assumindo a liderança.
É aqui que entra o título deste texto.
A vaca em cima da árvore
O desempenho da equipe foi tão acima do esperado que muitos passaram a dizer que o São Paulo era uma “vaca em cima da árvore”. O ditado é conhecido: algo improvável, estranho, quase impossível. Ninguém sabe exatamente como chegou ali, mas a sensação é de que, cedo ou tarde, vai cair.
E o próprio Crespo parecia saber disso. Mesmo com o time na liderança, o treinador mantinha o discurso de que o São Paulo não brigaria por títulos.
A ruptura
A diretoria pensava diferente.
Rafinha e Rui Costa acreditavam em um time competitivo para títulos. Crespo, que já havia sido publicamente questionado, acabou demitido; mesmo com o time na liderança do Campeonato Brasileiro. A decisão, por si só, já foi difícil de explicar.
A troca
Para seu lugar, chegou Roger Machado.
Nos dois primeiros jogos, utilizando a base deixada por
Crespo, vieram duas vitórias. O São Paulo, que já era líder, abriu vantagem e
começou a colocar em dúvida a teoria da “vaca em cima da árvore”.
Mas a realidade chegou rápido.
A queda
Contra o Atlético Mineiro na Arena MRV, Roger começou a mexer no
time. Resultado: derrota, perda da invencibilidade, da liderança e ainda a
lesão de Lucas Moura.
Para completar a semana, veio a derrota no Choque-Rei, em um Morumbi com mais de 54 mil torcedores, e o adversário abrindo vantagem na liderança. Na prática, o São Paulo confirmou a tese: a liderança era, sim, uma “vaca em cima da árvore”.
Mas vamos ser justos
Mesmo com Crespo, a queda era provável. O time chegou lá com méritos, mas manter aquele nível ao longo do campeonato seria extremamente difícil. O problema é outro.
A nova vaca
Hoje, ainda temos uma vaca em cima da árvore. E ela atende pelo nome de Roger Machado. O São Paulo líder do Brasileirão ao menos tinha uma explicação: desempenho dentro de campo.
Agora, o que explica a saída de Crespo? E, principalmente, o que justifica Roger Machado no comando do time? Se o São Paulo na liderança já parecia improvável, a troca de comando torna tudo ainda mais difícil de entender.
Conclusão
Se antes a dúvida era como o time chegou lá em cima, agora a dúvida é outra: como Roger chegou até aqui? E, como toda “vaca em cima da árvore”, a sensação é a mesma.
Ninguém sabe exatamente como chegou. Mas a certeza é de que, cedo ou tarde, vai cair.
Fiquem bem,
Guine.
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