ESPAÇO PUBLICITÁRIO Sua marca aqui no Tricolor Plus
CONTATO

Massis: o presente, o equívoco, a ilusão e o tiro no pé


Salve, nação tricolor.

Hoje eu quero falar sobre Harry Massis Júnior, que de figura desconhecida e mero vice-presidente da gestão de Júlio Casares recebeu de presente o posto de presidente do São Paulo Futebol Clube. Vou me ater ao futebol, embora seu início tenha sido motivo de elogios também no social. 

O presente 

Massis assume a presidência após a renúncia de Júlio Casares, que sofreria um processo de impeachment e teve amplo apoio do torcedor, o mesmo torcedor que mostrou sua força ao criar o ambiente para a queda de Júlio Casares, algo até então inimaginável.

Mas aconteceu, e Massis recebeu esse presente: uma gestão de transição, uma chance única de escrever seu nome na história do clube, de fazer as mudanças que o clube precisa. E até começou bem: prometeu quitar os atrasados dos jogadores, passar a pagar os salários em dia e apoiou a saída de algumas figuras no social; passou a ser chamado de bom velhinho por alguns torcedores. 

O equívoco 

Mas Massis, no meio de muitos acertos, cometeu dois erros que viriam a mudar seu relacionamento com uma parte da torcida e dar à outra parte, na qual eu me incluo, razão para dizer que Massis era simplesmente mais do mesmo. 

Seus erros foram promover Rui Costa para o comando do futebol e trazer Rafinha para a diretoria. Rafinha, em sua primeira entrevista como dirigente do clube, começou uma fritura contra Hernán Crespo, dizendo que no São Paulo não cabe discurso derrotista e que o time iria brigar por títulos na temporada. 

A ilusão

A promessa de pagar os salários atrasados e de passar a pagar em dia, somadas às mudanças na diretoria, melhoraram muito o ambiente, e o time passou a conseguir bons resultados: classificou-se no Paulista, sendo eliminado na semifinal, e teve seu melhor início de Campeonato Brasileiro na história dos pontos corridos, o que levou a equipe à liderança da competição.

Acontece que se criou a ilusão de que os resultados em campo eram fruto do “Efeito Rafinha”, que o sucesso do time em campo não era resultado do trabalho de Crespo, e sim da atuação de Rafinha nos bastidores.

O tiro no pé 

Apesar dos bons resultados, Hernán Crespo seguia com seu discurso de humildade, de que o time não era favorito a títulos e que a briga, num primeiro momento, era para se manter na Série A do Brasileirão e ter uma temporada sem sustos. 

Mas a turma que achava que o Efeito Rafinha levaria o time independentemente do técnico teve a brilhante ideia de demitir Hernán Crespo, que era líder do Brasileirão, e trazer Roger Machado, amigo de Rui Costa, para o lugar de Crespo, desafeto de Rafinha pelo discurso derrotista.

Entre vários motivos para a demissão, cada um mais ridículo que o outro, Rui Costa acertou em um: em um momento de vidente, ele previu que o time perderia rendimento sob o comando de Crespo. Ele acertou na queda de rendimento, mas errou quando disse que seria sob o comando de Crespo.

Foi Roger Machado, seu escolhido, que comandou a derrocada do time na tabela do Brasileirão e acabou com o futebol da equipe, que não era maravilhoso, mas era honesto e hoje, até quando vence, não convence.

Conclusão

Voltamos a Massis. Esse foi um dos maiores tiros no pé que se viu na história; com suas ações, ou omissões, em menos de quatro meses ele queimou seu capital político e passou de “bom velhinho” para parte da torcida a “mais do mesmo” para a maioria dela.

Por ora, perde a oportunidade de escrever seu nome na história do clube e, pior, pode ser vítima de um processo de impeachment sem o apoio popular que tinha quando assumiu a presidência. 

Fique bem. 

Guine. 

Siga no X: Guine_SPFC

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem
ESPAÇO PUBLICITÁRIO Sua marca aqui no Tricolor Plus
CONTATO