Salve, nação tricolor.
Hoje quero falar sobre a situação difícil em que Rui Costa e Rafinha colocaram o São Paulo.
Após um início de temporada conturbado, com renúncia de presidente, atrasos salariais, medo de queda para a segunda divisão do Campeonato Paulista e declarações de Crespo e Luciano prevendo uma temporada pior do que a anterior, o time acabou se ajustando.
Fez um Campeonato Paulista honesto e teve o melhor início de Campeonato Brasileiro de sua história nos pontos corridos, chegando à liderança da competição.
Foi nesse cenário, em que boa parte da torcida já havia assimilado as limitações do elenco e do treinador, e com o time na liderança do Brasileirão, que a dupla Rui Costa e Rafinha decidiu trocar Crespo por Roger Machado e desmontou tudo o que o argentino havia construído.
A temporada do São Paulo está seriamente comprometida. A esperança que alguns ainda tinham de ver o time brigando por G4 ou conquistando uma Copa diminuiu muito, e apenas algo totalmente fora da curva mudaria esse cenário.
Demitir Roger neste momento pouco resolveria. Na prática, significaria mais despesas, outra multa rescisória, mais um técnico começando do zero e a repetição de um ciclo que o clube insiste em alimentar há anos, sem atacar a verdadeira raiz dos problemas.
Não bastasse isso, seria justamente a dupla Rafinha e Rui Costa, responsável por toda a lambança, quem escolheria o sucessor. Ou seja: a demissão de Roger Machado só faria sentido se a dupla saísse junto; com ênfase na dupla.
O elenco atual foi montado para o estilo de jogo de Crespo, cujas equipes praticam um futebol diferente do proposto por Roger Machado, em mais um claro exemplo de falta de planejamento, trouxeram Artur para adequar o elenco ao novo técnico.
Hoje, o São Paulo tem um elenco fraco, muito caro, formado
por jogadores que nunca foram vencedores e já não entregam o que deles se
espera, e para piorar a maioria com contratos longos, o que afasta qualquer
perspectiva real de renovação do grupo.
Nesse contexto, Roger Machado deixa de ser o principal
problema. Ele é apenas consequência de algo muito maior. Com o atual comando do
futebol não adianta
pensar em um trabalho a médio e longo prazo.
Os erros da gestão Massis no futebol, sob o comando de Rui Costa e Rafinha, são tantos que seus efeitos não devem atingir apenas esta temporada, mas também as próximas.
A situação do treinador e do elenco é extremamente delicada. A pressão seguirá grande, o ambiente tende a piorar e o clima pode se tornar insustentável. Ainda assim, demitir Roger para que Rafinha e Rui Costa escolham o próximo treinador beira o ridículo.
O torcedor são-paulino jamais poderá esquecer o mal que Rui Costa e Rafinha fizeram ao clube. Conseguiram estragar uma temporada que, embora ninguém esperasse vitoriosa, parecia caminhar para ser tranquila. A mudança de técnico alterou completamente esse cenário, e o que se vê hoje é uma situação muito difícil para o treinador e para o time.
Fiquem bem,
Guine
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