Depois de 21 rodadas, o São Paulo tem apenas 26 pontos. Nos últimos dez anos, somente em 2017 o clube estava em uma posição pior nessa altura do campeonato.
Salve, nação tricolor.
Enquanto alguns torcedores, dirigentes, jogadores e integrantes da comissão técnica falam em título da Sul-Americana, boa parte da torcida está fazendo contas em relação à situação do São Paulo no Campeonato Brasileiro.
E, neste momento, ela é bastante delicada.
Depois de 21 rodadas, o Tricolor soma 26 pontos, ocupa a 12ª colocação e está apenas quatro pontos acima da zona de rebaixamento.
Para entender melhor a situação, vale olhar o que aconteceu com o São Paulo após a 21ª rodada nos últimos dez anos:
- 2016: 27 pontos — 11º lugar
- 2017: 23 pontos — 17º lugar — Z-4
- 2018: 45 pontos — 1º lugar — líder
- 2019: 35 pontos — 6º lugar — G6
- 2020: 36 pontos — 3º lugar — G4
- 2021: 25 pontos — 11º lugar
- 2022: 26 pontos — 11º lugar
- 2023: 28 pontos — 10º lugar
- 2024: 35 pontos — 6º lugar — G6
- 2025: 32 pontos — 7º lugar — G7
- 2026: 26 pontos — 12º lugar
O número que mais chama atenção é a posição na tabela.
Nos últimos dez anos, apenas uma vez o São Paulo chegou à 21ª rodada em situação pior do que a atual.
Foi em 2017, quando o clube ocupava a 17ª colocação.
E é justamente aqui que entra Hernán Crespo.
Crespo e a recuperação de 2025
Quando Crespo assumiu o São Paulo em 2025, a situação também era bastante complicada.
Na 12ª rodada, o Tricolor foi derrotado pelo Vasco por 3 a 1, no Morumbis. A partida marcou a despedida de Luís Zubeldía do comando do São Paulo no Campeonato Brasileiro.
O clube tinha:
- 12 pontos
- 14º lugar
- 12 jogos disputados
- 2 vitórias
- 6 empates
- 4 derrotas
- apenas 1 ponto acima do Z-4
Crespo recebeu um time que precisava reagir.
E reagiu.
Nos dez primeiros jogos do técnico no Campeonato Brasileiro, foram:
- 6 vitórias
- 2 empates
- 2 derrotas
- 20 pontos em 30 possíveis
- 20 gols marcados
- 10 gols sofridos
- 66,7% de aproveitamento
Ou seja, nos seus dez primeiros jogos, Crespo conseguiu uma campanha de 66,7% de aproveitamento.
E a sequência foi ainda mais interessante.
Depois de estrear com derrota para o Flamengo, o São Paulo conseguiu ficar oito jogos consecutivos sem perder no Brasileirão, até ser derrotado pelo Cruzeiro.
E existe um detalhe importante nessa recuperação.
A escalação mudou bastante ao longo daquele período, principalmente por causa das lesões.
Calleri, Lucas Moura, Oscar e Luiz Gustavo ficaram fora em boa parte da sequência.
Contra o Sport, por exemplo, Crespo chegou a escalar Young no gol, em uma equipe bastante modificada.
Mesmo assim, os resultados apareceram.
Quando chegamos à 21ª rodada de 2025, o São Paulo tinha 32 pontos e ocupava a 7ª colocação.
Terminou o campeonato em 8º lugar, com 51 pontos.
Hoje, depois das mesmas 21 rodadas, o cenário é bem diferente.
São 26 pontos e 12º lugar.
Seis pontos a menos do que o São Paulo de 2025 na mesma altura do campeonato.
E apenas quatro pontos acima do Z-4.
E os 45 pontos?
É justamente por isso que o mantra repetido por Hernán Crespo começa a fazer cada vez mais sentido.
Enquanto parte do clube fala em título da Sul-Americana, a realidade do Campeonato Brasileiro exige algo muito mais básico.
Pontuar.
Em 2023, quando Dorival Júnior comandava o time e o São Paulo conquistou a Copa do Brasil, o clube também não fazia uma grande campanha no Brasileiro.
Depois de 21 rodadas, tinha 28 pontos e ocupava a 10ª colocação.
Terminou o campeonato em 11º, com 53 pontos.
Ou seja: até uma temporada que terminou com título precisou de uma recuperação importante no Campeonato Brasileiro.
O São Paulo de 2026 parte de uma situação ainda mais delicada.
26 pontos após 21 rodadas.
Faltam 19 pontos para chegar aos 45.
A Sul-Americana pode continuar sendo um sonho.
Mas o Campeonato Brasileiro não é sonho.
É matemática.
E os números estão mostrando aquilo que Crespo parecia saber desde o início:
a prioridade continua sendo chegar aos 45 pontos.
Fiquem bem.
Guine.

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