Salve, salve nação tricolor.
Hoje é dia de falar de mais uma mudança de treinador no São Paulo. Afinal, a palhaçada protagonizada pela dupla Rafinha e Rui Costa fez com que o clube, entre 9 de março e 18 de maio, intervalo de apenas 70 dias, fosse comandado por três técnicos diferentes. E nem estou considerando Milton Cruz, que dirigiu o time na última partida.
O prejuízo financeiro foi enorme: multas rescisórias de Crespo e Roger Machado, perdas pela eliminação precoce na Copa do Brasil, o salário de Dorival Jr., maior que o dos treinadores anteriores, e o distanciamento da torcida. Essa última parte talvez não dê para medir em números, mas, sem dúvida, é o maior prejuízo de todos.
Fisicamente o time que chegou a ter o DM vazio, apenas Ryan Francisco estava por lá, hoje voltou a acumular lesionados e o elenco, que já tinha limitações, mostrou isso na prática: nos últimos seis jogos o time não venceu nenhum. Foram três empates e três derrotas, sendo que uma delas nos custou a eliminação precoce na Copa do Brasil.
No início da aventura conduzida por Rafinha e Rui Costa, o São Paulo dividia a liderança do Brasileirão com o Palmeiras, somando 10 pontos em 4 jogos. Dorival recebe o time agora na quarta posição, com 24 pontos.
Embora essa colocação pareça boa à primeira vista, ela engana. O time estacionou na quarta colocação e, nesse período, perdeu 11 pontos em relação ao Palmeiras. Se antes falávamos em liderança, hoje a realidade é outra: o São Paulo está apenas três pontos acima do 11º colocado e seis acima da zona de rebaixamento. Ou seja, a aventura dos incapazes custou muito caro.
Dorival, conhecido pelo perfil copeiro, recebe o clube em uma situação aparentemente tranquila no Brasileirão, mas apenas aparentemente; eliminado na Copa do Brasil e com chances na Sul-americana, mas o foco terá que ser no Brasileirão, exatamente onde Dorival encontrou mais dificuldades em seus últimos trabalhos.
As chances de título na Sul-Americana existem, afinal trata-se de uma competição de mata-mata. Mas, se for para acontecer como em 2023: quando mesmo com o título o clube fechou a temporada com déficit de R$ 62 milhões, dando início ao maior rombo financeiro de nossa história, que chegaria a R$ 288 milhões, talvez fosse melhor focar apenas no Brasileirão.
Ao contrario de alguns amigos eu não tenho certeza de que
o elenco atual seja melhor que o de 2023 que tinha como time base:
Rafael; Rafinha, Arboleda, Beraldo e Caio Paulista; Pablo Maia, Alisson, Rodrigo Nestor e Wellington Rato; Lucas Moura e Calleri.
Rafael, Pablo Maia e Calleri continuam no clube; só que três anos mais velhos. Lucas Ramon não é melhor que Rafinha, e o mesmo vale para qualquer zagueiro atual: hoje não temos uma dupla superior a Arboleda e Beraldo. Wendell e Enzo Díaz são laterais mais técnicos que Caio Paulista, mas ainda precisamos ver como vão se encaixar no esquema de jogo de Dorival.
Na função de Alisson, evoluímos com Marcos Antônio e Danielzinho, mas quero ver isso funcionando na prática. Basta olhar o exemplo de Marcos Antônio: reserva com Zubeldía, insubstituível com Crespo e comum com Roger Machado.
Artur tem mais velocidade e técnica que Wellington Rato, mas não sei se exerce a mesma função tática. Além disso, Rato tinha a bola parada como diferencial. E para encerrar, temos para as posições de Rodrigo Nestor e Lucas Moura, em tese, Cauly e Luciano.
Ou seja, caso Dorival 3.0 repita a forma de jogar utilizada em 2023, eu imagino um time mais fraco. Afinal, sem considerar a chegada de Lucas Moura, a campanha do time naquela temporada, não foi nem um pouco empolgante, aliás, foi o oposto disso no Brasileirão e a Sul-americana.
Outro fator que precisa ser considerado, e acreditem, eu nunca
achei que diria isso: Dorival Jr será comandado por um departamento de futebol
mais incompetente e incapaz do que aquele formado por Belmonte e Muricy
Ramalho.
Toda sorte do mundo, Dorival; você vai precisar.
Fiquem bem,
Guine.
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