Salve, Nação Tricolor.
Quero aproveitar a pausa para o carnaval e falar sobre a janela de transferências do São Paulo. O Tricolor não fez uma janela de impacto midiático. Não houve “chapéu”, não houve contratação milionária, não houve estrela internacional desembarcando no aeroporto.
Com limitações financeiras claras, o clube apostou em contratações sem custo de transferência ou com engenharia financeira inteligente. A lógica foi reforçar setores carentes e aumentar a competitividade do elenco.
Vamos analisar as chegadas.
Carlos Coronel
O goleiro paraguaio chega após longa passagem pelo New York Red Bulls, onde atuou como titular na Major League Soccer.
Perfil:
• 1,92m de altura
• Bom jogo aéreo
• Reflexos rápidos
• Experiência internacional
Nos últimos anos na MLS, manteve média consistente de defesas e acumulou temporadas com números sólidos de “clean sheets”. É goleiro acostumado à pressão e a calendário intenso.
Condição da contratação: chegou sem custo de transferência, dentro do perfil financeiro que o clube buscava.
Impacto esperado: aumenta o nível de competitividade no setor e reduz a margem de erro em uma posição historicamente decisiva em mata-mata.
Matheus Dória
Com passagens pelo futebol europeu e destaque no México, Dória retorna ao Brasil mais maduro.
Perfil:
• Zagueiro canhoto
• Forte no jogo aéreo
• Boa saída de bola
• Experiência internacional
Já foi convocado para seleções de base e acumula temporadas como titular absoluto em seus últimos clubes.
Condição da contratação: sem custo de transferência, dentro do planejamento de mercado enxuto.
Impacto esperado: dá mais imposição física à defesa e oferece alternativa sólida para jogos grandes e eliminatórios.
Lucas Ramon
Depois de boa temporada no Mirassol Futebol Clube, Lucas Ramon chega como opção imediata para a lateral-direita.
Perfil:
• Lateral experiente
• Forte na marcação
• Participa do apoio ofensivo
• Regularidade como principal virtude
Na última temporada, teve números consistentes de jogos disputados, além de participações ofensivas (gols e assistências).
Condição da contratação: liberação antecipada, sem alto investimento.
Impacto esperado: aumenta a estabilidade do setor e oferece alternativa confiável em um calendário desgastante.
Danielzinho
Também vindo do Mirassol, Danielzinho foi um dos jogadores mais utilizados da equipe na última temporada.
Perfil:
• Meia de transição
• Intensidade defensiva
• Boa leitura tática
• Capacidade de ocupar espaços
Não é o meia criativo clássico, mas entrega mobilidade e equilíbrio.
Condição da contratação: contrato sem custo de compra.
Impacto esperado: jogador de rotação importante para manter intensidade ao longo do ano.
Cauly
O reforço que mais gera expectativa. Emprestado pelo Esporte Clube Bahia, Cauly chega com cláusulas de compra condicionadas a metas.
Números pelo Bahia:
• Mais de 170 jogos
• 23 gols
• 26 assistências
Perfil:
• Meia criativo
• Visão de jogo
• Capacidade de infiltração
• Participação direta em gols
É o jogador que o São Paulo buscava há anos: alguém capaz de organizar o jogo entre meio e ataque.
Impacto esperado: se encaixar, muda o patamar criativo do time.
Ao contrário de 2024 e 2025, não foi uma janela de ostentação; foi uma janela de responsabilidade: sem gastos elevados, sem apostas irresponsáveis, com foco em reforçar o elenco onde mais era necessário.
Eu considero as apostas certeiras. Algumas já mostraram resultado: Danielzinho chegou e tomou conta do meio-campo tricolor ao lado de Marcos Antônio; Lucas Ramon caiu como uma luva na lateral direita.
Cauly é uma excelente aposta. Nesse novo São Paulo guerreiro, nada melhor do que investir em um jogador talentoso, que brilhou em 2023, perdeu espaço no Bahia e agora tem a chance de retomar seu melhor nível — e, ao mesmo tempo, resolver de vez o problema de criação do Tricolor.
Dória jogou pouco, e Coronel sequer entrou em campo, mas a experiência de ambos indica que foram movimentos corretos. A temporada é longa, e certamente os dois terão momentos importantes.
Esses nomes, somados à manutenção de Marcos Antônio e aos garotos que vêm subindo da base, dão a Crespo um elenco capaz de fazer uma temporada honesta, sem grandes sustos no Brasileirão e, principalmente, com chances reais de brigar nas copas.
E se levarmos em conta que, no início do ano, a expectativa era lutar contra o rebaixamento, o cenário atual já é bastante positivo.
Fiquem bem,
Guine.
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