Salve, nação Tricolor.
Amanhã tem decisão no Morumbi.
E não é qualquer decisão. É o maior clássico sul-americano que vamos assistir em 2026, pela história, pela rivalidade e pelo peso das camisas, porque, pelo momento atual dos dois clubes, a história é bem mais interessante do que o presente.
O São Paulo recebe o Boca Juniors precisando reverter a vantagem construída pelos argentinos no jogo de ida. Na Argentina, o Boca venceu por 1 a 0 e agora joga pelo empate.
O Tricolor precisa vencer por dois gols de diferença para garantir a classificação no tempo normal. Uma vitória por apenas um gol leva a decisão para os pênaltis.
É decisão de verdade.
45 pontos ou uma taça?
O São Paulo chega ao confronto depois de mais uma derrota no Brasileirão, campeonato em que ainda precisa olhar para baixo e tratar a permanência na Série A como prioridade.
Ao mesmo tempo, a Sul-Americana aparece como uma oportunidade, ainda que remota, de conquistar um título na temporada.
E aí está o grande dilema.
Uma parte da torcida quer que o clube concentre suas forças no Brasileirão e cumpra a “profecia” de Hernán Crespo: chegar aos 45 pontos e garantir a permanência.
Outra parte apoia a decisão da diretoria e de Dorival Júnior de priorizar a Sul-Americana.
Eu entendo os dois lados.
Mas também não tenho dúvida de que, para Dorival e para a dupla Rafinha e Massis, conquistar uma taça se transformou no grande objetivo da temporada.
No Brasileirão, o São Paulo perdeu pontos demais sob o comando de Dorival. A possibilidade de buscar uma vaga na Libertadores pelo campeonato nacional ficou praticamente inviável.
Então resta a Sul-Americana.
E resta, principalmente, a possibilidade de levantar uma taça.
Uma taça pode mudar a percepção da temporada?
Para Rafinha e Massis, conquistar um título significaria ter uma taça para chamar de sua.
Algo parecido com o que aconteceu em 2023, quando Casares e Belmonte terminaram a temporada com a Copa do Brasil.
E existe uma lógica política nisso.
Uma taça ajuda a construir a narrativa de uma temporada vencedora. Ajuda a transmitir ao torcedor a sensação de que o clube está novamente entre os grandes, de que o trabalho deu resultado, de que as coisas estão caminhando.
Esse também era o discurso de Júlio Casares.
O problema é que uma taça não apaga necessariamente uma temporada ruim.
O próprio São Paulo de 2023 é um bom exemplo.
Foi campeão da Copa do Brasil, obviamente um título enorme e que merece ser comemorado. Mas isso não impediu que o clube também colecionasse atuações e resultados vergonhosos ao longo daquele ano.
A derrota por 5 a 0 para o Palmeiras, por exemplo, não desapareceu porque o São Paulo levantou a Copa do Brasil.
Título é título.
Mas título não transforma automaticamente todos os problemas de uma temporada em acertos.
E agora, Luciano?
E é justamente nesse cenário que aparece Luciano.
Sem Lucas, que estará fora, e sem Calleri, suspenso, as esperanças da torcida tricolor recaem sobre ele.
E talvez não exista momento melhor para Luciano mostrar aquilo que muitos torcedores esperam dele há anos:
ser decisivo quando o São Paulo mais precisa.
Não estou falando apenas de fazer um gol.
Estou falando de assumir o jogo.
De chamar a responsabilidade.
De incomodar a defesa do Boca.
De transformar uma bola perdida em uma jogada perigosa.
De aparecer quando o jogo estiver difícil.
Porque amanhã não será um jogo para jogador desaparecer.
Será necessário personalidade.
Será necessário coragem.
Será necessário, acima de tudo, ser decisivo.
O Boca é favorito
Vejo o Boca Juniors como favorito.
Tem a vantagem construída na Argentina, sabe que um empate é suficiente e joga com a possibilidade de explorar a ansiedade de um São Paulo que precisa buscar o resultado.
Mas futebol não respeita roteiro.
Às vezes a moeda cai de pé.
E talvez amanhã seja uma dessas noites.
A sorte está lançada.
E, mais do que nunca:
É, Luciano!
É, Luciano!
É Luciano!!!
Fiquem bem.
Guine.
#VamosSãoPaulo #SulAmericana2026

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