Salve, nação tricolor.
Aproveitando o feriadão, quero falar sobre o momento do São Paulo.
E, depois de muito tempo, não é para falar de crise, vexame ou mais uma decisão inexplicável.
Hoje é para falar de um time que voltou a vencer, que aos poucos se distancia do Z-4 e começa a se aproximar do grande título que restou na temporada: ficar na Série A.
O São Paulo conseguiu, contra o Atlético-MG, a segunda vitória consecutiva no Campeonato Brasileiro. Isso não acontecia desde abril deste ano.
E existe algo ainda mais importante: foram duas vitórias contra adversários qualificados.
Primeiro, o Bragantino. Depois, o Atlético-MG, que vinha muito bem na temporada e acumulava 14 jogos de invencibilidade.
As duas vitórias também coincidem com uma mudança de postura e, principalmente, de estratégia. Depois de reconhecer que “o trabalho que vinha sendo feito não era suficiente”, Dorival resolveu mudar a rota.
E fez o que boa parte da torcida pedia. Passou a utilizar uma linha de três zagueiros, adiantou Luciano para o ataque, onde ele rende muito mais, e deu oportunidade à base, na figura de Gustavo Santana.
Resultado?
Duas vitórias consecutivas.
E a última foi contra um Atlético-MG que não perdia havia 14 partidas. A vitória foi maiúscula. O trio defensivo passou segurança, Gustavo Santana fez uma boa apresentação e Luciano marcou.
E nunca é demais lembrar: Luciano no meio é meia-boca. Na área é matador. Talvez ele não tenha mais gols pelo São Paulo justamente porque passou tempo demais longe do lugar onde sabe jogar.
Os ajustes feitos por Dorival funcionaram.
E, embora sejam ajustes bastante óbvios, é preciso reconhecer: parabéns ao técnico por finalmente fazê-los.
Mas houve outra mudança que considero ainda mais importante.
A atitude do time mudou.
O elenco tem limitações técnicas evidentes. Isso não mudou.
Os salários continuam sendo um problema.
Mas nos últimos jogos vimos outra postura.
Não estou falando apenas de entrega ou vontade.
É uma atitude diferente.
É atitude de time que acredita que pode vencer.
E isso muda tudo.
Nesse contexto, existe outro detalhe interessante.
Segundo notícia do Lance, o São Paulo pagou uma premiação extra após as vitórias contra Bragantino e Atlético-MG.
E aqui chegamos a uma situação curiosa.
Dorival fez o simples:
ajustou o esquema ao elenco que possui.
A diretoria fez o básico:
pagou.
Pode ter sido uma premiação.
Pode ter sido um adicional.
Pode ter sido um valor atrasado.
Mas pagou.
E o time respondeu dentro de campo.
No futebol, confiança é tudo.
Quando o técnico encontra um esquema que potencializa os jogadores, o time melhora.
Quando o time começa a vencer, ganha confiança.
Quando existe confiança, os jogadores passam a atuar com mais tranquilidade.
Quando o jogador joga com tranquilidade, aumenta a possibilidade de vencer novamente.
E aí temos um ciclo positivo.
Esquema melhor → desempenho melhor → vitória → confiança → mais desempenho.
Parece óbvio.
E talvez seja justamente esse o problema.
No São Paulo, durante boa parte da temporada, o óbvio pareceu ser a coisa mais difícil de encontrar.
Agora Dorival fez o simples.
A diretoria fez o básico.
E, veja só, o São Paulo voltou a vencer.
Não estamos falando de título.
Não estamos falando de Libertadores.
Não estamos falando de uma transformação milagrosa.
Estamos falando de um time que finalmente encontrou um caminho para tentar terminar a temporada de forma digna.
O grande título do São Paulo em 2026 continua sendo o mesmo:
a permanência na Série A.
E, pelo menos nos últimos dois jogos, o Tricolor parece ter entendido como chegar lá.
Que continue assim.
Fiquem bem.
Guine.

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