Salve, salve, nação Tricolor.
ACONTECEU.
A torcida do São Paulo conseguiu o que a oposição
tenta há décadas, sem êxito. Indignado com a situação financeira do clube, com
uma gestão amplamente questionada, com denúncias veiculadas pela imprensa e com
o noticiário persistentemente negativo, o torcedor comum criou o ambiente
político necessário para que organizadas e conselheiros fossem obrigados a
aderir ao movimento #ForaCasares, que nasceu nas redes sociais e se
impôs no debate interno do clube.
Diante desse cenário, Júlio Casares passou a responder formalmente a um processo de impeachment. Esse processo conseguiu expor o desgaste político de uma gestão que perdeu sustentação entre torcedores, conselheiros e parte significativa da própria base aliada. A votação foi na data de 16 de janeiro de 2026 e o placar foi: 188 votos a favor do impedimento, 45 votos contra e 2 votos em branco.
A decisão será referendada ou não pelos de sócios em 30 dias. Se aprovada, o vice Harry Massis Jr. assume até o final da gestão, em dezembro.Agora, o São Paulo entra em um NOVO TEMPO.
"O impeachment de Júlio Casares pode criar as condições para uma mudança profunda — a mudança que o São Paulo precisa há muito tempo."O impeachment de Júlio Casares pode criar as condições para uma mudança profunda no clube — a mudança que o São Paulo precisa há muito tempo. Mudanças no estatuto social, na forma de eleger o presidente, no direito de voto, para que torcedores de outros clubes não decidam os rumos do São Paulo. Em resumo, fazer com que o São Paulo seja, de fato, comandado por são-paulinos.
APESAR DOS PERIGOS de que tudo termine apenas
em mais um rearranjo político interno — como já ocorreu no passado, quando
crises semelhantes resultaram apenas na preservação dos mesmos grupos no poder
—, a força do torcedor comum pode ser o diferencial desta vez. Foi essa pressão
que empurrou o clube para este momento histórico. E é ela que pode impedir que
o processo se transforme apenas em mais um acordo de bastidores.
À nova administração, cabe o dever de se comportar
como uma gestão de transição até a próxima eleição. Sabemos que não é uma
simples troca de presidente por seu vice que vai salvar o clube. Ainda assim,
espera-se que Harry Massis Júnior, que assumirá a presidência, tenha
competência e são-paulinidade para fazer o mínimo indispensável: manter os
salários dos jogadores em dia e pensar mais no clube do que na próxima eleição.
O São Paulo
precisa, de fato, viver um novo tempo. E que, apesar dos perigos, a
nova diretoria dê início a esse ciclo de reconstrução, que sabemos ser longo,
difícil, mas absolutamente necessário.
Fiquem bem.

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