Salve, salve, nação tricolor.
Hoje quero falar sobre Marcos Antônio, que a cada jogo vem jogando menos no time do São Paulo. Mas, para falar sobre o momento ruim, temos que lembrar de como ele chegou a ter um momento bom.
A chegada e o banco de reservas
Marcos Antônio chegou ao São Paulo como uma alternativa para o elenco e assim se manteve por muito tempo. Com Zubeldía, ficou na reserva e, quando entrou, nunca mereceu uma posição no time titular.
Minha visão sobre o futebol do Marcos Antônio é a seguinte: ele é um jogador muito técnico, mas marca pouco para a posição de primeiro ou segundo volante e não tem a chegada na área, a bola parada e a finalização para ser um meia-armador.
Ou seja, ele seria o terceiro homem do meio-campo num 4-4-2 ou o terceiro no 4-3-3 ou 3-5-2.
Crespo encontrou a função
Hernán Crespo enxergou isso.
Viu em Marcos Antônio um jogador que não pode ter a responsabilidade na marcação e deixou ele livre, no meio, em uma função que ele, Crespo, chamou de “anárquica”, porque não fica preso a uma posição fixa.
Ele se movimenta por todo o campo, troca passes curtos ou longos e ocupa espaços fluidamente para criar jogadas e ditar o ritmo da equipe.
E deu certo.
Apesar de o time não conquistar títulos, com Crespo, Marcos Antônio se tornou um jogador indispensável. Junto com Bobadilla e Danielzinho, criou uma trinca de meio-campo que fazia o São Paulo jogar.
Assim, o meia ganhou notoriedade, chegou a fazer parte de listas de selecionáveis e foi pivô de um atrito entre as diretorias de São Paulo e Flamengo, afinal, o clube rubro-negro queria contratar o meia tricolor.
O que mudou?
O São Paulo renovou com Marcos Antônio, com aumento salarial.
O meia ficou no Tricolor, mas, com a saída de Crespo e a chegada de Roger e depois de Dorival Jr., com as mudanças no sistema de jogo, o meia passou a jogar menos e hoje não consegue fazer a diferença.
Voltou a ser um jogador comum.
E aqui está o problema.
Hoje temos um jogador caro e um técnico que não sabe utilizá-lo; um jogador que se mostrou bom no meio-campo e um time que não tem um meio-campo.
Ou seja, os erros da direção com as trocas de treinadores vão muito além do prejuízo financeiro e do comprometimento da temporada.
Atrapalham também o desenvolvimento de jogadores.
Marcos Antônio é um exemplo disso.
Fiquem bem,
Guine.

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